A nova unidade abrirá oportunidades de trabalho para profissionais especializados, conforme empresários. Com tecnologia moderna e alto nível de automação, a unidade precisará de mão de obra qualificada, principalmente nas áreas de química, mecânica, elétrica, instrumentação e automação.
A unidade é uma planta química destinada à produção de silicato de sódio, material amplamente utilizado pela indústria e presente em itens como sabões, detergentes e diversos outros produtos químicos.
No caso da Vale, porém, o objetivo é outro. A companhia decidiu construir uma usina própria para produzir o silicato de sódio que será consumido em suas operações, principalmente na fabricação dos briquetes de minério de ferro.
Esse material de ferro é produzido a partir da aglomeração a baixas temperaturas de minério de ferro de alta qualidade utilizando uma solução tecnológica de aglomerantes, que confere elevada resistência mecânica ao produto final.
No projeto do silicato de sódio é utilizada tecnologia desenvolvida pela PQ Corporation (conhecida como PQ Silicas), uma empresa americana. Fundada há mais de 200 anos, ela tem sua sede corporativa na cidade de Malvern, no estado da Pensilvânia, e é uma das líderes globais no fornecimento e fabricação de silicatos, sílicas e produtos derivados.
Pelas informações obtidas pela reportagem com empresários, a própria empresa detentora da tecnologia deverá operar a unidade. No entanto, alguns profissionais devem ser contratados no Espírito Santo.
Questionada sobre detalhes do projeto, a mineradora emitiu uma nota, que diz: “A Vale está em fase final de implantação de uma planta de silicato na Unidade de Tubarão, no Espírito Santo, voltada à produção de insumo para suas operações. O comissionamento deverá ser iniciado ainda este ano, e a operação ficará a cargo de empresa contratada, em regime de exclusividade para a Vale”.
A reportagem questionou o número de profissionais e os cargos para os quais haverá contratações, mas a empresa não deu informações.

