O Centro concentra o maior número de focos, com 81 registros, seguido por Humaitá de Cima, com 69. Revoredo e Vila Moema contabilizam 59 focos cada. Na sequência aparecem Oficinas, com 51, Humaitá, com 49, e Recife, com 48.

Além da presença do mosquito, o município acompanha os casos de dengue registrados neste ano. Foram 155 notificações em 2026. Desse total, 140 foram descartadas, 14 confirmadas como autóctones, ou seja, contraídas dentro do próprio município, e uma permanece sob investigação. Também foram registradas duas internações relacionadas à doença. Até a atualização, não havia casos classificados como alóctones, contraídos fora de Tubarão.

A situação de Tubarão ocorre em um contexto de preocupação com a doença em todo o país. Em 2024, o Brasil registrou 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no início de janeiro de 2025. Foi o maior número de casos já registrado no país em um ano.

O cenário reforça a importância da vigilância e das ações de combate ao mosquito transmissor. A dengue apresenta um padrão sazonal, com aumento da circulação e do risco de epidemias principalmente entre outubro e maio, período que coincide com meses mais quentes e chuvosos em boa parte do Brasil.

O Aedes aegypti se reproduz em recipientes com água parada, onde deposita seus ovos. Por isso, a eliminação de possíveis criadouros continua sendo uma das principais formas de reduzir a presença do mosquito e o risco de transmissão.

A dengue pode provocar sintomas de intensidade variável. Entre os mais comuns estão:

A orientação é procurar um serviço de saúde diante de sintomas compatíveis com a doença, especialmente quando há febre associada a dores no corpo ou dor atrás dos olhos. A avaliação profissional é importante para orientar o tratamento e acompanhar a evolução do quadro.

Também é necessário ficar atento aos sinais de alarme, que podem surgir mesmo quando a febre começa a diminuir. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, desmaio, dificuldade para respirar e cansaço acentuado exigem atendimento médico imediato, pois podem indicar evolução para uma forma grave da doença.

Pessoas idosas, gestantes, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas podem apresentar maior risco de complicações e precisam de atenção especial.

A Secretaria de Saúde orienta que a população faça verificações frequentes em casas, estabelecimentos comerciais e áreas externas. Entre as medidas recomendadas estão manter caixas-d’água bem fechadas, limpar calhas, eliminar recipientes que acumulem água e higienizar os potes de água dos animais.

Pneus, garrafas, vasos de plantas, baldes e outros objetos expostos à chuva também precisam ser armazenados de forma adequada ou destinados ao descarte correto. Pratos de plantas devem ser eliminados ou mantidos sem água acumulada.

Os ovos do mosquito podem resistir por meses em condições ambientais desfavoráveis e voltar a se desenvolver quando entram em contato com a água. Por isso, não basta retirar a água visível: a limpeza dos recipientes também é importante.

A secretária municipal de Saúde, Carina Portão, destaca a importância da participação dos moradores na prevenção e orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento para avaliação.

Com 722 focos identificados e casos de dengue confirmados neste ano, Tubarão mantém a necessidade de atenção ao mosquito em todos os bairros. A eliminação de criadouros depende de ações contínuas tanto do poder público quanto da população.