Diante do registro de 358 focos do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria de Saúde de Tubarão está intensificando as ações de conscientização sobre a prevenção da dengue. A administração municipal propõe que os cidadãos adotem um checklist semanal para verificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito em suas residências e locais de trabalho. A medida busca conter o avanço do vetor, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, e reforça a importância da mobilização comunitária para a saúde pública local.
A proposta da prefeitura incentiva os moradores a dedicarem alguns minutos, pelo menos uma vez por semana, para uma vistoria detalhada. Entre as principais orientações está a manutenção de caixas d’água e cisternas devidamente vedadas, evitando que se tornem locais para a deposição de ovos do mosquito. Outro ponto de atenção são os pratinhos de vasos de plantas, que devem ter a água eliminada ou preenchidos com areia. As lixeiras devem permanecer sempre fechadas, e lonas ou coberturas não devem acumular água.
A lista de cuidados se estende a outros itens comuns em residências. Baldes, vasilhas e garrafas devem ser armazenados virados para baixo. Ralos com pouco uso precisam de atenção especial, com a recomendação de aplicação de água sanitária duas vezes por semana para impedir o desenvolvimento de larvas. Os bebedouros de animais de estimação também são pontos críticos; suas bordas devem ser esfregadas com uma bucha para remover os ovos do Aedes aegypti. Além disso, é fundamental manter piscinas tratadas e calhas sempre limpas e desobstruídas.
O Coordenador do Programa de Endemias, Hélio de Oliveira Júnior, destaca que o combate ao mosquito depende do engajamento de todos. “Pedimos o apoio de toda a população para que inclua esse cuidado na sua rotina semanal. O combate ao mosquito é uma responsabilidade coletiva, e somente com a participação de todos conseguiremos reduzir os focos e proteger a saúde da nossa comunidade”, afirma o coordenador. A prefeitura também sugere a instalação de telas em janelas e portas e o uso de repelentes aprovados pela ANVISA como medidas complementares de proteção individual.

