Um grupo de mães atípicas de Tubarão está cobrando alterações na lei municipal que regulamenta a Educação Especial. Elas afirmam que os profissionais de apoio escolar, contratados para acompanhar estudantes com laudos, acabam sendo destinados para atender toda a turma, o que prejudica o acompanhamento individual das crianças que necessitam de atenção especializada.

Segundo as famílias, a situação tem gerado dificuldades no processo de aprendizagem, já que alunos com deficiência ou transtornos do desenvolvimento ficam sem o suporte adequado dentro da sala de aula. A crítica central é que, na prática, a legislação em vigor não garante a exclusividade do profissional de apoio para o estudante que possui laudo médico ou psicológico.

As mães destacam que o direito ao acompanhamento adequado está previsto em legislações nacionais e reforçam que a mudança é urgente para evitar prejuízos no desenvolvimento educacional e social das crianças. “O profissional de apoio não pode ser usado como auxiliar da turma, ele está ali para atender uma necessidade específica do nosso filho”, disse uma das mães durante reunião com autoridades locais.

O movimento já busca diálogo com vereadores e representantes da Secretaria Municipal de Educação para discutir possíveis ajustes na lei. A expectativa é que o tema seja levado à Câmara de Vereadores nas próximas semanas, abrindo caminho para alterações no texto legal.