Representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unisul Ânima estiveram na Câmara de Vereadores de Tubarão para solicitar apoio político diante da recente redução das bolsas de estudo concedidas pelo Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fundesc). A medida, segundo o DCE, já deixou mais de 500 estudantes do campus de Tubarão sem o benefício desde o início do primeiro semestre de 2025. Essa situação forçou parte dos acadêmicos a arcar com o custo integral das mensalidades, enquanto outros precisaram interromper seus estudos.
Victor Guterres, líder de comunicação do DCE, destacou a importância da mobilização para ampliar o diálogo com as esferas de representação política regional e estadual. Ele expressou satisfação com o apoio inicial dos vereadores, que prometeram encaminhar uma conversa com o prefeito Soratto e buscar respaldo junto a deputados estaduais. Contudo, Guterres manifestou decepção com a baixa presença dos vereadores no encontro, com apenas cinco dos quinze parlamentares presentes, o que gerou a sensação de desinteresse pelo futuro da cidade.
Os vereadores Matheus Madeira, Jó Krüger, Everson Martins, João Zaboti e Diego Goulart participaram da reunião. O presidente da Câmara, Everson Martins, assegurou que o Legislativo atuará como interlocutor junto ao Governo do Estado, buscando uma solução para os estudantes afetados. "Eles pediram basicamente apoio e representatividade política. Vamos conversar com o presidente da Assembleia Legislativa para tentar encontrar um caminho para esses estudantes", afirmou.
O vereador Matheus Madeira, que articulou o encontro, protocolou um requerimento para agendar uma audiência entre o prefeito Estêner Soratto e os representantes do DCE. Madeira ressaltou que os impactos da redução das bolsas transcendem o ambiente universitário, afetando diretamente o desenvolvimento de Tubarão. Ele também defendeu que, caso a Unisul não se enquadre mais nos critérios para bolsas estaduais, que o Estado proponha alternativas para os estudantes da região. O DCE criticou a coexistência do Fundesc com o programa Universidade Gratuita, argumentando que ambos atendem perfis distintos de instituições e poderiam ser mantidos simultaneamente.

