O currículo das escolas municipais de Tubarão poderá ganhar um aliado na preparação dos estudantes para a vida adulta. Tramita na Câmara um projeto de lei de autoria do vereador Jó Krüger (PL) que institui a inclusão da disciplina de Educação Financeira como matéria obrigatória na rede pública de ensino do município.

Segundo a justificativa do projeto, a iniciativa tem como objetivo central a formação de cidadãos conscientes e preparados para tomar decisões financeiras responsáveis, mitigando os efeitos da falta de planejamento orçamentário desde a juventude.

A discussão sobre educação financeira não é uma novidade. Em 2025, a prefeitura lançou o Programa Din Din em parceria com a Unisul, com um projeto piloto abrangendo duas turmas da Escola João Hilário de Mello e uma turma da Escola Manoel Francisco Rufino.

O conteúdo programático mínimo estabelecido pelo projeto visa conectar os jovens com a realidade de um mercado financeiro dinâmico e complexo. Nas aulas da nova disciplina, os estudantes aprenderão conceitos básicos de economia e finanças, além de diretrizes claras para o desenvolvimento de um planejamento financeiro familiar focado na realidade de suas casas. O projeto também exige o ensino voltado ao uso consciente de crédito e no controle rigoroso do endividamento, métodos práticos de poupança e noções fundamentais de investimento, bem como estímulos diretos ao empreendedorismo e à inovação.

Na proposta, o vereador Jó Krüger fundamenta a relevância da lei apontando dados preocupantes do Banco Central. Segundo as estatísticas, aproximadamente 50% dos brasileiros não possuem conhecimentos básicos sobre finanças pessoais, o que desencadeia altos índices de endividamento familiar e sérias dificuldades de gestão.

Como solução, o parlamentar defende que a alfabetização financeira escolar promove estabilidade nacional e protege o cidadão contra fraudes e abusos, evocando precedentes internacionais bem-sucedidos em países como o Canadá - onde a matéria foi integrada ao currículo em 2011 -, a Austrália e o Reino Unido. Caso seja aprovada e sancionada, a lei entrará em vigor no início do ano letivo subsequente à sua publicação.